terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Mensagem de Natal

Queridos amigos um abraço saudoso,para este fim de ano de 2010.
Muita paz!
São os desejos deste casal que vos ama.Dea e Anchieta.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Amigos da Escola em Bezerros-PE

Realizou-se na Escola Getúlio D'Andrade Lima, dia 4 de novembro de 2010 as 08:00 horas um evento patrocinado pela própria Escola para comemorar junto as famílias dos estudantes o êxito do projeto Amigos da Escola apoiado pela UNICEF, REDE GLOBO, FAÇA PARTE, UNDIME e CONSED.
Os alunos apresentaram danças, espetáculo de Karatê, apresentação do ballet Papanguarte e os professores ministraram diversas oficinas.
Assistiram convidados da Secretaria de Educação do Estado de PE e representantes da Rede Globo, assim como autoridades locais e várias personalidades da Cultura local que integram o grupo de apoio Amigos da Escola.
A Academia de Letras, Artes e Ofícios Municipais de Pernambuco se fez presente através dos Acadêmicos pintores Jailson da Costa Neves e Dea Cirse Garcia Coirolo, os que ministraram uma oficina de pintura acrílica e a óleo.
A Direção da Escola ofereceu um lauto café da manhã aos pais e convidados ao Evento.
Merece ser destacada a atuação da Diretora Senhora Lucinda Torres do Nascimento que trabalha a favor do ensino de qualidade, acompanhada pelo corpo de excelentes professores, tão dedicados quanto ela, para levar aos jovens estudantes oportunidades de conhecimento que lhes permitam avançar no caminho da vida.





Foto1: Café para convidados na Escola Getúlio D'Andrade Lima

Foto2: Amigos da Escola: Anchieta Antunes, Lucinda Torres, outros amigos e João Machado

Foto3: Oficina de pintura com autoridade de ensino. Pintores Acadêmicos Dea e Jailson.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Recheios de gaveta


Sabe?... aquele velho guarda-roupa, que na verdade não é velho e sim antigo!
Grande, imenso, fabricado com ébano, madeira nobre, em processo de extinção, ocupando toda uma parede do quarto de fazenda, aqueles quartos do tamanho de um apartamento de nossos tempos atuais. Dava para guardar todo o enxoval dos nubentes e ainda sobravam gavetas desocupadas. De um negro brilhante, imune a cupins e outras pragas. Que madeira temperada! Era mais cotada de “Jacarandá da Bahia”! Não acabava nunca, ficava para os netos dos netos.
O tempo passa e os nubentes hoje, são avós. Aquelas primeiras roupas não existem mais, o tempo corrói tecidos e nossa pele, nossa aparência, nossa beleza. Corrói a memória e deixa apenas uma “leve lembrança”; o tempo rói os afetos e os amores; carcome a tenacidade e as vontades; o tempo enche nosso corpo de neuroses e artroses. Os dedos ficam duros e nas pernas, parece que não temos mais a dobradiça do joelho. Transformou-se em ferrolho; não cede nem com “reza forte”. A mente ordena e o corpo não obedece, como se fosse menino malcriado. O banho diário deixa de ser um prazer; é uma tortura necessária; o sabonete não pode cair das mãos, sob pena de ali ficar até que venha alguém para levantá-lo, o que significa, metade do corpo ensaboado e metade não. O triste é quando a “metade não” fica da pança para baixo. Os odores permanecem apenas disfarçados.
Aquele guarda-roupa com vinte gavetas, guarda as lembranças dos primeiros anos de intensa atividade, de produtividade, de empenho e propósito, de C O M P R O M E T I M E N T O. Uma gaveta guarda memórias escritas e outras em forma de objetos de valor afetivo.
Também as gavetas podem guardar desilusões, rancores e queixas. No “podium” posta-se a gaveta que abriga as vitorias, as dificuldades vencidas, as batalhas ganhas e a gloria do dever cumprido. Esta é a gaveta que mais se abre; a que nunca é aberta guarda os fracassos e humilhações que a vida nos reserva. A idade enxerga uma partícula de pó como se fosse uma tempestade de areia no escaldante Saara. Uma ferida aberta que só desaparece quando sob sete palmos de terra.
Alguns guardam os arranhões sofridos por galhos de frondosas arvores que nos tapa o caminho da imensa floresta que somos obrigados a atravessar. Feridas cicatrizam, os caminhos são caminhados e o cansaço é descansado com uma boa noite de sono. Dizem que “olhar para o passado com um olho, e com o outro, para o futuro, só nos deixa vesgos” e piora as coisas para nós. Creio que o mais sábio é olhar, com muita atenção, para o momento atual.
Antes de mergulhar no grande amor de sua vida, tenha como experiência, avassaladoras paixões fortuitas, e assim, saberá reconhecer o verdadeiro amor, quando ele bater à sua porta ou adentrar seu coração. Nada disto deve ir dormir em gavetas, mas, estar sempre ao alcance de sua mão, que a usará para distribuir caricia e ajuda.
A vida é uma só, mas atitudes são incontáveis. Tenha-as; as boas, escolhidas com muito carinho, como se fosse o ultimo alimento a ser dado ao seu filho ou ao seu amor.
Conserve seu guarda-roupa sempre limpo, polido, sem poeiras do passado, sem os arranhões da travessia, sem as marcas dos seus pés, no solo que ficou trás. Abra portas e gavetas, para que recebam a aragem das manhãs primaveris. Tudo deve estar sempre fresquinho e tentador como verduras nas refeições da família.
Á noite envolva seu “roupeiro” com o manto da paixão pela vida temperada por grandes sentimentos, enlevos e compaixão. Deixe-o dormir agasalhado pelo seu amor.
Anchieta Antunes
Gravatá – 07/10/10.

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Escritor Auditor Aposentado

Auditor- Fiscal José Fleurí Queiroz, ESCRITOR ESPÍRITA.
Na folha 8 do IDAAP, Informativo da Diretoria de Assuntos de Aposentadoria e Pensão, Ano I – Edição nº 28 de 10 de setembro de 2010 saiu uma publicação que resumimos neste “post” do blog por considera – lá interessante desde o ponto de vista cultural e filosófico.
O Auditor- Fiscal José Fleurí Queiroz, 69 anos , tem lançado vários livros à luz do espiritismo.
Em 2007 publicou “Código de Direito Natural Espírita”, que se encontra em sua segunda edição e que esta sendo traduzido para o inglês.
Publica agora, dois livros: “Medicina Espírita- Ciência Médica- Parapsicologia- Mediunidade curadora” e “ Filosofia do Direito e Filosofia Espírita – Pena de Duração Indeterminada”.
José Fleurí cursou a Academia Paulista de Júri (de 94 a 98), fez especialização em Direito Penal e Mestrado em “Filosofia do Direito e do Estado”.
Suas obras são referência na Associação Jurídica Espírita de São Paulo, na União da Sociedade Espírita de São Paulo, e na AME: Associação Médica Espírita.
Foi nomeado como Auditor-Fiscal da Receita Federal em 1968. Trabalhou em Santos, chefiou em S. Paulo e é filiado a DS, Delegacia Sindical de Sorocaba.
Hoje, o admirador de Chico Xavier, é escritor consagrado e reconhecido como autor importante à luz da Doutrina Espírita.
Acadêmica da ALAOMPE , Jornalista Dea Cirse G. Coirolo Antunes


Auditor da Receita Federal Aposentado, escritor José Fleurí Queiroz

terça-feira, 28 de setembro de 2010

A FERA


Fui atacado por uma ontem à noite. Não sei precisar se era onça (das nossas), tigre ou leopardo (os deles). O medo assemelha todas elas. Pavor é o termo mais próximo que encontro para descrever o que senti. Não! Não cheguei a sujar os panos... tenho uma prisão de ventre crônica. Não vou revelar que os molhei porque minha mulher estava por perto e não quero fazê-la passar vergonha. Mas, isto não passa de detalhes insignificantes.
Estava eu em quarto não sei de onde, quarto este cheio de caixas, nas quais eu procurava alguma coisa muito importante. Abnegado que sou no cumprimento de minhas atividades, não notei que estava passando ao meu lado a fera “babona”, como se aquele espaço fosse um pequeno trecho de sua selva, onde ela costuma caçar todos os dias na “boca da noite”. Imediatamente me vi na “boca da eterna faminta”. Ela continuou andando seu andar felino, atravessou a porta que estava aberta e, de repente, olhou para trás, como quem diz: _acabo de passar pelo meu jantar e nem ao menos me dei ao trabalho de sangrar-lhe a jugular... estou ficando velho e descuidado.. tenho que voltar para honrar minha fama de “feroz recalcitrante”. Voltou...
Eu, mais que depressa, corri para trancar a porta... não consegui nem fechar, pois o mocinho de duzentos ou trezentos quilos já havia colocado sua patinha, do tamanho de minha cara, no vão da minha salvação, impedindo-me de conseguir meu objetivo. Empurrava com todas as minhas forças, com todo o corpo e ela nem piava pra dar uma demonstração de dor aguda na munheca. O que fez foi sacar de dentro das cavernas de sua manzorra as garras afiadas como navalhas. Todas as vezes que balançava aqueles instrumentos “navalhisticos” fazia uma parte de minha barba incipiente.
O medo mental, o meu, já havia espalhado por todo o meu ser, a sensação de morte iminente, sem contestação ou defesa. Naquele instante afigurava-me a porco espinho, com todos os pelos eriçados. Com a vida em minhas cordas vocais, clamava por socorro.
Olhei pela fresta da porta e vi que a fera olhou bem dentro de meus olhos, novamente para alguma coisa atrás de mim, fez um ar de riso, e mansamente puxou sua mão da porta.
Imediatamente cuidei de trancar a lamina de minha vida salva, com chave, ferrolho, cadeado e tramela. Encostei na porta uma geladeira, por via das duvidas. Não sei de onde surgiu aquele aparelho domestico, como num passe de mágica, mas o fato é que ali ele estava para minha proteção; grande e robusto.
Olhei para trás e vi outra porta entreaberta. Corri para ela, conseguindo fechá-la a tempo de não ser engolido pela famigerada faminta. Mas...
...chegou um homem amigo de irracionais, particularmente, de feras. Com uma chave mestra abriu, para meu desespero, minha salvação - a porta. Segurava pela coleira aquele monstro medonho, que teimava em me saborear para depois lamber os beiços. O homem dizia: _agora não! agora não! - como se estivesse instruindo o bicho para deixar-me para depois, como reserva técnica.
Fiquei feliz, porque, pelo menos naquele momento estava à salvo; teria tempo de planejar uma fuga estratégica. Pela outra saída era, praticamente impossível, porque precisava afastar a geladeira, abrir o cadeado, levantar a tramela e acionar a chave, o que me levaria todo um dia, em virtude de meu estado nervoso. Pela clarabóia, não encontrei viabilidade, já que não tenho tendências a morcego ou vampiro. Cavar um túnel, aí sim, é que não teria tempo mesmo, nem com o concurso dos ladrões do Banco Central de Fortaleza. Para piorar meu estado lastimável de desespero, comecei a sentir nos pés um calor cogente nos meus pés. Calor este que, com a urgência de um raio em noite tempestuosa, abrasou meus pés descalços; achei-me parecido com os personagens de figuras das historias em quadrinhos, ou de filmes de ficção.
As labaredas vivas como enguias nervosas, avançavam sobre minha agonia com a rapidez dos incêndios do cerrado planaltino. Só havia uma saída, e a usei com premência
A C O R D E I
Tudo não passou de um maldoso sonho, ou melhor, pesadelo.
Quanto às labaredas nos pés, explico: minha diligente mulher, por volta das três da madrugada, encostando seus pés no meus, sentiu como se tivesse tocado numa imensa barra de gelo. Mais que depressa correu à cozinha, esquentou água e a colocou num saco para água quente, daqueles que os velhinhos usam para sobreviver às noites invernais, principalmente na Sibéria. A água sumamente quente, deu-me a impressão de estar pisando nas labaredas das portas do inferno, se bem que não tive ainda, o desprazer de conhecer a residência do capeta.
Acordei vivo, com todos os bichos enjaulados, com os pés bem quentinhos e uma linda e cuidadosa mulher ao meu lado. A vida é bela e o amor é lindo...
Anchieta Antunes.
Gravatá-26-09-2010

sexta-feira, 24 de setembro de 2010

A Roda da Vida


Por Anchieta Antunes

Na verdade são duas rodas, girando no mesmo sentido, produzindo harmonia. Girando para cima. Fabricando cada dia de nossa vida. Uma engrenagem simples de montar; é o que imagino como foi para o ENGENHEIRO do tempo.

A primeira, a da esquerda, com sua extremidade em material resistente e largo; algo como aço, titânio ou fé. Essa chapa com varias cavas de tamanhos variados para acolher os dentes de sua vizinha. Esta primeira, apesar de “esquerda” é passiva e tem a cor nebulosa da esperança.

A segunda, à direita, gera a energia necessária a todo movimento. É ativa e determinante. Na sua extremidade uma chapa dentada com vários tamanhos e dimensões de dentes ou espetos. Grandes, médios e pequenos. A finalidade de tantas protuberâncias? Os acontecimentos diários de cada ser humano. Aqueles dentinhos penetrando nos minúsculos encaixes geram o trabalho diário, pequenos aborrecimentos, encontros amorosos passageiros, arrufos com o sexo oposto e tantas outras obstruções cotidianas.

As grandes decisões estão entalhadas nos ressaltos dignificantes do acontecimento que está para acontecer. Quantidade imensurável de pinos ativos, penetrando nas fendas da roda passiva da vida. Alguns pinos enormes, assustadores. Não há como escapar; vem inexoravelmente disposto a penetrar, e penetra com a obstinação da teimosia. Como dói! Machuca! Humilha! Rasga o espírito, fratura a vontade de continuar seguindo em frente, pressagiando a próxima estocada. Ficamos com os olhos aflitos, como os dos touros, mirando a espada do algoz vindo em sua direção, denunciando a morte iminente. É triste!!! Fende toda nossa estrutura, e é irrevogável e irretratável.

Ao cotidiano, até podemos atribuir valor poético, místico, vivencial. São os pequenos tijolos dispostos à edificação da grande obra material, carnal, solúvel no acido do “infinito, enquanto dure” como diria Vinicius de Morais.

No saber aceitar o monumento dos desafios, sem pejo, reside a grandeza do sábio, do lucubrador incansável que vê nas adversidades, a mesma simplicidade do ato de andar de bicicleta, dispondo apenas de uma das pernas; sei que é uma cena terrível, porém, acontece mais vezes do que podemos imaginar. Sofrer para aprender, infelizmente é um lugar comum, contudo, verdadeiro.

Todas estas dificuldades e atribulações formam a roda da vida, núcleo indispensável, enquanto em pé na crosta terrestre. Podemos tornar esta caudalosa torrente de infortúnios, em lago manso com o concurso da sabedoria. Fácil não é ! impossível, também não!!! Caráter e determinação são as ferramentas necessárias à consecução do escopo.

Muitas vezes basta abrimos a janela para enxergar o horizonte límpido e brilhante acenando nossa felicidade, como se fora um passe de bonde. Quando nos encerramos dentro de nós mesmos, fechamos todas as aberturas para o sol nascente.

Temos a faculdade de girar a engrenagem para atender nossos caprichos. Se a giramos muito rápido, corremos o risco de o eixo central entrar em calor excessivo e partir-se. Com lerdeza perdemos a paisagem, quase estática, do trem em movimento. O bom senso há que prevalecer em todos os movimentos e ações, conferindo temperança, sagacidade e juízo formado. Devemos ser vigilantes em todos os momentos, como o são os cães de guarda.

Sentemo-nos no trono da generosidade e solidariedade… para alcançar a paz de espírito.

Anchieta Antunes é Escritor e membro da ALAOMPE

... queria só mais uma semana



para amar minha mãe um pouquinho mais… para fazer-lhe carinhos, passar a mão em seus cabelos brancos, beijar suas bochechas.

Queria um pouco mais de tempo em sua companhia para aprender a ser um homem de bem, com atitudes retas, com o caráter formado.

Queria me embevecer com seu sorriso santo, beijar suas mãos gordinhas e sentir o carinho de seus cuidados; beber na sua fonte de tolerância, sentir o cheiro do círio de sua esperança, que nunca se apagou.

Queria só mais uma semana para dedicar todo o meu amor à minha santa mãezinha, minha mãe que tanto me amou, me cuidou, pensou minhas feridas de corpo e alma, velou meu sono agitado por pesadelos de estripulias juvenis.

Queria poder dizer que nunca lhe esqueci, que rezo por ela todas as noites, que peço a Deus que a tenha sob seus cuidados, que não a deixe sofrer, que seja sempre amada por todos os anjos. Queria pedir a Deus o perdão de minha saudade, contra a qual não tenho forças para lutar.

Queria só mais um segundo para presentear-lhe um grande beijo na fronte coroada de atenções, de sensibilidade, cuidados, de zelo pela família; queria dar-lhe um grande abraço filial e receber o troco em abraço maternal. Queria acariciar seus braços gordinhos e dar um carinhoso beliscão nas suas papadas. Queria vê-la sorrir novamente, a gargalhada do prazer da vida na companhia dos filhos criados e educados, prontos para encarar a selva de pedras.

Queria vê-la sorrir a certeza do dever cumprido, da tarefa realizada com louvor. Queria ir com ela fazer a feira do sábado, provendo o lar de suas necessidades praticas. Ela que “arengava” com todos os fregueses por um preço melhor, presa aos cuidados de um orçamento domestico compatível com os ganhos dos filhos que trabalhavam de sol a sol.

Queria sair com ela, de mãos dadas, para passear na praça e escutar a “retreta” da Banda de Musica da Policia Militar, quando se apresentava no coreto aos domingos. Momentos em que ela cobria sua fisionomia de candura e deleite com o ritmo dos acordes marciais. Não saía daquela posição até que o ultimo som invadisse seu momento de puro prazer, e já começava a beber na taça da expectativa do próximo domingo.

Queria com ela desfrutar da alegria de comer algodão doce e brindar nossos olfatos com a fragrância dos canteiros de rosas daquela praça encantada. Aquelas tardes tinham o néctar do enlevo da cumplicidade de mãe e filho glabro.

Para mim, aqueles momentos, eram sempre melhores que uma tarde no circo. A saudade é opaca porque não tem textura.

Queria só mais uma semana para amar, “desesperadamente” a minha mãe que está, desde os meus 17 anos, na companhia de Deus.

Gravatá – PE, 20/09/10

Anchieta Antunes é escritor membro da ALAOMPE